4 de jun de 2013

As redes SOCIAIS


Não há como negar o crescente número de adeptos de redes sociais. Em todos os lugares vemos alguém teclando, curtindo, compartilhando, "tuitando"... e outras atividades que se tornaram exclusividade de quem está conectado. De jovens á idosos. Todos exercendo sua capacidade de interagir...


Se eu tivesse entrado numa máquina do tempo e tivesse pulado de 1990 pra 2013 eu escreveria o seguinte relato: "Encontrei um mundo muito desenvolvido tecnologicamente, mas me parece que as pessoas se tornaram mais distantes de quem está perto, e mais próximas de quem está longe"...
Não é isso?

Quantas vezes estamos do lado de várias pessoas, uma possibilidade infinita de conhecer culturas, gostos, lugares... Porém, como estas pessoas simplesmente não tiram os olhos de seus celulares, tablets, notebooks, essa possibilidade se torna inviável - a não ser que você seja seguidor de alguém em comum, ou seja "amigo"...

Como é possível termos mais de mil amigos, se não conversamos com ninguém?
Como é possível se tornar "amigo de infância" de alguém que você nunca  encontrou pessoalmente?
Você se abriria para alguém, que começasse a conversar com você enquanto espera o coletivo por exemplo? Por que é tão fácil as pessoas entregarem dados tão íntimos para outras completamente virtuais? Se é difícil ter certeza da integridade de alguém olhando nos seus olhos, imagina tendo contato apenas pelo computador...


As redes sociais podem ser consideradas  novos meios de se promover relações sociais, porém me pergunto: - até quando? Em que momento os grupos se reunirão, fisicamente, para interagir seus gostos, seus costumes, suas preferências...? Quando isso acontece, o papel social se complementa. Necessitamos do contato físico onde outras relações se estabelecem: psicológica, fisiológica, magnética, espiritual...
Caso o contato físico não aconteça, sentimos que o vínculo poderá nunca passar do virtual ou até mesmo do ilusório...

Cabe refletirmos e questionarmos se é isso mesmo o que queremos. Olharmos para nossos filhos e visualizarmos seu futuro pós "face". Se nos falta paciência, se nos sentimos mais seguros no computador ao invés de dar uma volta na cidade, se nos falta argumentos para se estender um debate, talvez estejamos correndo um sério risco de nos tornarmos verdadeiros antissociais.